domingo, 19 de junho de 2011

New Orleans - Mardi Gras


Olá pessoal, e ai, estão gostando do blog? Espero que sim. Bem como o intuito do blog é compartilhar histórias, dicas e experiências, vou contar para vocês um pouco da minha vivência nos EUA. 
Fiz intercâmbio para trabalhar na terra do Tio Sam entre 2009 e 2010. Conheci vários lugares bacanas e interessantes, mas aqui destaco minha passagem pela terra do Blues, New Orleans.

New Orleans - LA


Preparativos

Bem, começo tirando uma dúvida de muita gente. New Orleans não é a capital do estado de Louisiana, e sim, Baton Rouge, cidade a qual também visitei mas apesar de ser a capital não possui a história e a relevância de New Orleans.

Como disse, fiz intercâmbio para os EUA a trabalho acompanhado de 2 amigos da faculdade (Thiago e Lira). Dentre as opções existentes escolhemos ir trabalhar em Baton Rouge por ser maior e ter mais opções de lazer, visto que com 21 anos o que mais queríamos era aproveitar, e por azar do destino acabamos sendo remanejados para uma cidade do interior, bem menor que a capital chamada: Alexandria (não confundam com a Alexandria do RN, rsrs).
Depois de alguns problemas com a empresa responsável pelo emprego da gente lá nos EUA (uns polacas meio esquisitos), começamos, enfim, a trabalhar por volta de 03 de janeiro. Lira e eu trabalhávamos juntos, já Thiago trabalha em outro local. Estávamos perto do final da temporada de Football (futebol americano) e vale salientar que eles são tão apaixonados por esse esporte como nós por futebol. O time do Estado (SAINTS) estava muito bem, ganhando todos os jogos e o povo de lá estava alucinado com isso, visto que eles nunca tinham sequer chegado a final do Superbowl, com isso era WHO DAT pra lá e WHO DAT pra cá (é tipo o grito de guerra deles). A final do Superbowl estava chegando e junto com isso o Mardi gras, pra vocês que não conhecem é o carnaval deles onde todos os anos, mais de 4 milhões de pessoas do mundo todo se reúnem em New Orleans para participar do que é normalmente chamado de "a maior festa livre do planeta", e nós claro, estávamos mais que ansiosos.
Combinei com Lira, para ver a final do Superbowl em New Orleans e já aproveitar e curtir o Mardi Gras, íamos matar dois coelhos com uma cajadada só, Thiago estava de serviço e não pode ir conosco. O jogo mesmo foi em Miami, mas ver o jogo na principal cidade do time que foi campeão em pleno Mardi Gras, na Bourbon Street foi, com certeza, umas das experiências mais marcantes de minha vida. Alugamos um carro na Hertz (um mazda show de bola) e pegamos a estrada, já tínhamos combinado com Dannylo, outro natalense que estava fazendo o mesmo tipo de intercâmbio, de ficar na casa dele, assim já economizávamos com estadia. 

Mardi Gras 

Depois de algumas horas dirigindo, chegamos em New Orleans, estávamos muito animados e queríamos logo tomar algo quente e ir pra festa. Compramos uma garrafa de 1,75 litros de Jack Danniel's e fomos para Bourbon Street. Nunca vi tanta gente, todo mundo com camisas do Saints, gritando Who Dat e com seu copo de bebida na mão (não se pode beber na rua nos EUA, mas acho que abriram uma exceção nesse dia, hahah). Juro que tentei ver e entender o jogo, mas estava num grau que não me permitia a isso, hehe. Entrei em várias boates, uma mais animada que a outra. O Saints ganhou a final, com isso o povo foi ao delírio, os trios e camarotes na rua jogavam os famosos e ornamentados colares coloridos, a mulheres mostravam seus seios (umas das melhores partes, não posso mentir), nessa festa toda nos descuidamos e nos perdermos, Lira voltou com os brasileiros para casa e eu e Dannylo ficamos por lá. Mas nessa história o tempo foi passando, o povo foi indo embora e minha preocupação aumentava, afinal não conhecia nada da cidade, fui direto pra festa, o carro não estava mais no lugar, resumindo, me deixaram por lá, só! Entrei em um shopping e sentei nas poltronas na esperança que alguém ainda voltasse por lá. A espera foi grande, eu estava impaciente e, não posso mentir, com medo até que tentei me animar e fui em um cassino vizinho ao shopping, joguei em algumas máquinas mas só fiz perder dinheiro. Até que lembrei que tinha o endereço da casa do Dannylo no bolso da calça e fui em busca de um táxi, afinal a maioria dos táxis de lá possuem GPS. Depois de muita luta consegui um Cab e dei o endereço, mas como sou muito sortudo e nesse dia estava mais ainda, o taxista não possuía GPS (zica?). Ele rodou, rodou e rodou até achar, finalmente, a casa, o que resultou em 35 dólares a menos para mim. Eu estava derrotado, sem energia nenhuma, mas valeu a pena, foi uma experiência inesquecível, pode ter certeza.



Dia Seguinte


No dia seguinte a ressaca foi grande, mas tínhamos que aproveitar para conhecer a cidade, afinal sempre quis conhecer o berço do blues. Fomos então eu, Lira e Joanna fazer um city tour. Primeiro fomos almoçar em um restaurante brazuca e você não sabe como um feijão com arroz fazia falta, depois fomos ao Treasure Chest Cassino, é um cassino-barco que fica ancorado em um rio, muito bonito. Fomos no Downtown e vimos o estádio do Saints (Superdome) e o do Hornets (time de Basquete de lá). Joanna nos levou para conhecer The Saint Louis Cathedral, que fica próximo ao Frech Quarter, e que também fica perto da ponte Mississippi (Mississippi Bridge), caminhamos pelo Riverside Park, onde aconselho ir pra dar uma volta, é bem bacana. Ainda demos uma passeada pelo shopping para jantar e voltamos para casa, exaustos. 

  • Superdome


  • New Orleans Arena


  • Riverside Park




  • Brazilian Luch and Dinner 


  • Treasure Chest Cassino




  • The Saint Louis Cathedral





Volta para casa

E foi isso, depois dessa aventura voltamos para Alexandria e para nossa rotina. Mas apesar de tudo foi uma experiência fantástica e inesquecível. Posso dizer que até os maus bocados contribuíram para que eu nunca esqueça isso.

Dicas

Primeiro, se você vai ou está fazendo intercâmbio nos EUA, especificamente, e queira se aventurar dessa forma, procure saber sobre aluguel de carros, é barato e dá mais comodidade à você, pois nem todas as cidades possuem uma rede de metrô bem estruturada como NY e Boston, e pesquise bem os preços. Ou você pode ir de ônibus mesmo é só pesquisar na internet.
Segundo, se for ao Mardi Gras, por favor, não se perca, hahah.  Após o término da festa fica meio esquisito e algumas pessoas mal intencionadas aparecem para ver se sobrou algum turista perdido.

É isso ai pessoal espero que vocês tenham gostado da história ou que ela possa ter ajudado alguém. Até logo. Abraços

Igor Henrique

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